Sob a chama da candeia

André Gil Mata
Co-produção com SO-CLE
  • Duração : 109' |
  • Lingua : Português |
  • Suporte de captação : Super 16mm
Sinopse

Norte de Portugal.

Uma casa de azulejos verdes, um jardim, uma magnólia.

Quartos cheios de objectos de vidas passadas aqui. Traços do tempo, gestos e afectos. Aqui Alzira nasceu, viveu e morreu; aqui foi filha, mãe e avó; aqui brincou em criança, aprendeu piano, e dedicou-se a um marido austero. Viveu todos estes anos votada a um marido austero. Viveu todos estes anos com Beatriz, a empregada, ao ponto de hoje já não a suportar.

Na noite da sua vida, Alzira, libertada pela morte do marido, toma pela primeira vez uma decisão que só a ela pertence.

André Gil Mata

Realizador, argumentista, actor e director de fotografia (São João da Madeira, 1978). Estudou matemática e trabalhou em fotografia e teatro. Fundou o laboratório de fotografia e cinema Átomo47 e a produtora de cinema Bando à Parte. Em 2010 foi selecionado para o Berlinale Talent Campus. Arca d’Água, o seu filme de estreia, recebeu vários prémi- os e foi selecionado para inúmeros festivais internacionais. Seguiu-se Casa, com estreia no IndieLisboa’01. O Coveiro (2012) recebeu o Prémio Melliers l’Argent e o Prémios de Melhor Filme no MotelX e de Melhor Animação no FIKE e nos Caminhos de Cinema Português. Cativeiro (2012) recebeu o prémio DocAlliance em Cannes (2013) e foi galardoado no DocLisboa, Curitiba e Cáceres. Kako sam se Zaljubio u Evu Ras recebeu a Menção Especial do Júri na competição internacional do FIDMarseille em 2016. Em 2017 realizou a curta-metragem Num Globo de Neve (Prémio Árvore da Vida no IndieLisboa). Doutorou-se em realização cinematográfica pela film.factory, em Sarajevo (Bosnia and Herzegovina, 2016). Drvo – A Árvore (2018), a sua mais recente longa-metragem, teve estreia mundial no Berlinale Forum 2018, foi premiada em Lima, Lisboa e Co- imbra, teve lançamento comercial em Portugal (2018) e em França (Maio 2021). Os seus filmes foram exibidos em festivais e mostras um pouco por todo o mundo.

Encontra-se a preparar a longa-metragem Sob a Chama da Candeia, e em pesquisa e captação de fundos das longa-metragens Frãcisco Dolãda e O Escapulário, todas elas apoiadas pelo ICA à escrita e desenvolvimento de projectos cinematográficos. Para além de ser argumentista de todos os seus filmes, escreveu com Paulo Abreu, Ubu e com David Ferreira, Campos Belos (estreado). Foi director de fotografia de filmes realizados por Manel Raga Raga, Pilar Palomero, Lea Triboulet, Maria Clara Escobar, entre outros. É um dos fundadores da cooperativa de cinema Rua Escura. Pátio do Carrasco é o seu mais recente filme, estreado no IFFR – International Film Festival of Rotterdam. A sua obra foi tema de retrospetivas no Batalha Centro de Cinema (Fevereiro, Porto, 2023), no Doc’s Kingdom Seminar (Arcos de Valdevez, 2019) e do Festival de Cinema Luso Brasileiro (Santa Maria da Feira, 2012), e em 2021 o livro “André’s Gil Mata’s Cinema: Some Light in the Dark”, foi editado pelo Batalha Centro de Cinema.

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